O Inicio da História do Charuto

 

O Inicio da História do Charuto Estudiosos sobre charutos afirmam que sua origem data dos tempos anteriores à chegada de Cristóvão Colombo à ilha de Cuba, quando da descoberta da América, mais especificamente na baía de Bariay, ao norte da província cubana de Holguin. Não é possível precisar desde quando, mas os índios que Colombo encontrou já fumavam folhas de tabaco, ou fumo, entrelaçadas pois o tabaco já fazia parte de sua cultura e mitologia, sendo constantes em seus rutiais de magia e festividades.

 

 Os experts mais ousados afirmam que os índios daquela região do Caribe, os Tainos, já fumavam as folhas de tabaco entrelaçadas há mais de 2 mil anos, tendo absorvido o costume dos Maias, da América Central.

Colombo, por necessidade imposta pela nova descoberta, enviou dois batedores ao interior de uma das ilhas rescém descobertas, hoje Cuba, a fim de encontrarem ouro. Os batedores eram Rodrigo de Jerez e Luis de Torres que, ao invés de ouro, encontraram dentre os índios a prática de fumar as folhas largas de uma planta, o tabaco. Os homens de Colombo experimentaram, apreciaram e se tornaram, na verdade, os primeiros europeus a fumarem, digamos, o que hoje conhecemos
como charutos. Rodrigo de Jerez levou folhas de fumo para sua cidade natal na Espanha, Ayamonte, onde as apresentou a parentes e amigos, porém, curiosamente, ao acender um charuto perto de sua casa e soltando fumaça pela boca, foi acusado de estar possuído pelo demônio, afinal, estavam no século XV, e Jerez foi julgado culpado pela heresia, condenado e enviado à prisão pelo tribunal da Inquisição.
 

Os índios chamavam esses primitivos charutos de Cohiba; hoje o nome de uma das marcas mais respeitadas de charutos em todo o mundo e, provavelmente, a mais cara.

Em 1586 o Rei Felipe II da Espanha ordenou que as folhas de tabaco fossem queimadas por serem prejudiciais ao corpo e ao espírito e por contrariarem regras da cristandade empostas pela Igreja e controladas pela Inquisição; porém, estudos indicam que a Nicotiana Tabacum - nome científico da planta que produz as folhas de fumo ou tabaco que são utilizados na fabricação dos charutos - já era cultivada, sabida ou clandestinamente, por espanhóis residentes na ilha de Cuba desde os anos de 1520.

A perseguição à prática de fumar tabaco não se restringiu somente à Espanha. Em 1590 o xá persa Abbas-Sofi condenava à morte qualquer pessoa que fosse pega fumando folhas de tabaco. No Japão do século XVII, o shogun Tokugawa condenava a 50 dias de trabalhos forçados os fumantes de tabaco. Na Turquia, também no século XVII, os fumantes tinham os orelhas e as narinas arrancadas por castigo por fumarem tabaco e, na Rússia do mesmo século, por ordem do Tzar, os fumantes eram castigados sendo enviados à Sibéria para trabalhos forçados ou, até mesmo condenados à pena de morte.

A história passou a favorecer aos fumantes de tabaco, na Europa, quando, em 1626, um cientista alemão de nome Johan Neander publicou um estudo sobre os efeitos terapêuticos do tabaco, fazendo uma apologia à sua utilização para a cura de diversos males. Durante esse período de desenvolvimento da tecnologia de cultivo do tabaco, especialistas já avaliavam o solo e o clima de Cuba como fatores determinantes da inigualável qualidade das folhas de fumo produzidas na Ilha caribenha e, havendo interesse no aumento da produção local em Cuba, deu-se início à alocação de mão-de-obra escrava vinda da África, neste caso, tanto para a produção do tabaco como para plantio da cana-de-açúcar.

Já em 1862 haviam, somente em Cuba, 1302 tabacarias, sendo que a primeira fábrica completa de charutos fora inaugurada em 1810, em Havana, e ao final do século XIX já se contavam 120 fábricas de charutos em Cuba, afora as fábricas de charutos nos outros países caribenhos, Brasil e no sul da Flórida (EUA), onde exilados cubanos da Guerra de Independência de Cuba contra a Espanha trasladaram sementes de plantas de fumo para a região do extremo sul do país e lá cultivaram a planta e produziram, e ainda hoje produzem, charutos de qualidade.

Ao longo do século XX a produção de charutos expandiu-se a lugares como Filipinas, Ilhas Canárias, México, Costa Rica, Camarões, Indonésia e até mesmo no estado norte americano de Connecticut. Muitos dos charutos produzidos nestas regiões são de boa qualidade, porém os charutos cubanos, ou “havanas”, continuam insuperáveis na opinião de boa parte dos especialistas e apreciadores, não somente pela tradição histórica envolvida, mas também pela real qualidade e esmero em sua produção, desde a escolha das semantes às embalagens em caixas adequadas. A palavra “Havana” é sinônimo de charuto de alta qualidade.

Aos degustadores de charutos recomenda-se também experimentarem tabacos provenientes de diversas regiões, ou Países, a fim poder haver parâmetro de comparação e para que cada degustador tire suas próprias conclusões e defina os charutos que mais lhe agrade, sentiredo a experiência da migração da arte da produção de charutos de qualidade e os resultados finais produzidos na forma dos mais diversos paladares e características.

Ilustres degustadores contemporâneos de charuto, como Samuel Clemens (Mark Twain) e Sir Charles Wiston Churchill (foto), Primeiro Ministro Britânico durante a segunda guerra mundial, tinham sua imagem associada ao fato de sempre estarem com um charuto à mão por ocasião de uma fotografia que, por sua vez, girava o mundo. Churchill aprendera a fumar “puros” quando no final do século XIX , como jornalisa, cobriu a guerra de independência de Cuba contra a Espanha. Os charutos fumados por Chirchill, de formato e tamanho específicos, deram origem a um tipo de charuto batizado em sua homenagem: Los Churchills.

A divulgação da arte de apreciar charuto proporcionada pela midia mundial e pela aparição de grandes astros e estrelas de renome degustando seus charutos e criando uma aura de glamour e sofisticação, tornou a degustação de charuto uma arte e um objeto de estudo, além de um excelente negócio para empresas produtoras e os proprietários de famosas tabacarias e marcas de charutos de todo o mundo, reunindo verdadeiras confrarias de degustadores, colecionadores e estudiosos.

Somente Cuba pretende produzir, no ano 2000, um total de 200 milhões de charutos para exportação. Vale informar que hoje em dia, os charutos cubanos não podem ser vendidos ou sequer fumados em território norte americano, tendo em vista o embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba imposto no início dos anos 60, uma herança da Guerra Fria. Vender, transportar ou fumar charutos cubanos nos Estados Unidos importa ao infrator em multa de 20 mil Dólares e cadeia; Existe inclusive o receio que com a visita do Papa João Paulo II a Cuba e a flexibilização das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Ilha de Fidel Castro, o embargo possa ser parcialmente suspenso, neste caso, se os charutos cubanos passarem a ser liberados para a venda nos Estados Unidos, teme-se uma escassês mundial dos “havana” e um aumento expressivo dos preços, uma vez que os Estados Unidos poderão absorver boa parte da produção cubana, haja vista o imenso mercado represado que lá existe.

      

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